Eu NÃO SUPORTO esse tipo de erro.
Você não lê o que escreve? Qual o sentido de escrever “ainda sim“? Escreva “ainda assim” e perceba que agora tudo faz sentido!
Eu NÃO SUPORTO esse tipo de erro.
Você não lê o que escreve? Qual o sentido de escrever “ainda sim“? Escreva “ainda assim” e perceba que agora tudo faz sentido!
Publicado em Can't Stand | Tags:Burrice, Erro, Ignorância, Português, Sentido
Estava eu ouvindo rádio quando começa um reggae maneiro… tá tocando a introdução, e me dá um estalo! “Peraí, eu conheço esse batuque!”
Vai dizer que só eu percebi a semelhança entre a intro de “Help is coming” (Ayo) e “Música Urbana” (Capital Inicial)?!
Help is coming:
Música Urbana:
Conversando com meu amigo vegetal novamente… Desta vez o monólogo perolado veio do Brócolis. Eu não posso deixá-lo sozinho por uns minutos que ele começa a filosofar…
Brócolis diz (15:59):
*não faça filhos
Brócolis diz (16:06):
*nada contra tb………
*se quiser fazer vai lá! mas filhos são pra vida toda……..
*ou a tua… ou a deles…….. dizem q se for a tua é menos doloroso
Brócolis diz (16:07):
*e faz sentido…
*dizem q o mal do século é a depressão…
*eu acho q não
Brócolis diz (16:08):
*no meu caso é a procrastinação… ela é tanta q até fico assim… como dizem…. deprimido…
*procrastinação e depressão são um exemplo típico de “ovo e galinha”???
Brócolis diz (16:11):
*já li uma resposta científica sobre qm veio primeiro…. mas achei q isso tirava tanto a graça da coisa preferi ignorar
Brócolis diz (16:12):
*e sempre q fossemos mapear qm era o ovo e a galinha iamos ter q estabelecer critérios para identificar….
*e desconfio q ainda assim não seria definitivo
Brócolis diz (16:13):
*afinal…
*o q nessa vida é definitivo/
*/
*?
*o passado é definitivo…
*pelo menos até alguem inventar uma máquina do tempo
Brócolis diz (16:15):
*mas ainda assim… desconfio q ele seria imutável… possivelmente iria criar uma nova versão (estilo De volta para o futuro)
Brócolis diz (16:16):
*mas a existencia de universos paralelos (?!?) não poderia acabar com a destruição de tudo uma vez que isso é algo inesperado
Brócolis diz (16:22):
*tá… to aprendendo ainda….
*reunião demorada essa hein???
*isso me lembra dos meus dias de juventude…………………
(…)
Brócolis diz (17:01):
*sono do cão
Brócolis diz (17:02):
*se houver reencarnação eu quero voltar um cachorro….. de preferencia um vira-lata devidamente adotado…. mas poderia ser um cachorro de raça…. desde q não fosse poodle, aqueles peludinhos irritantes e tivesse mais de 20kgs
Brócolis diz (17:03):
*já notou q na maioria dos cachorros o grau de neurose é proporcionalmente inverso ao tamanho??
Brócolis diz (17:04):
*meu cachorro de 30+kg é sempre boa paz…. leva uma vida tranquila… já a cadela (não vamos entrar em questões sexistas) de 10-15kg é louca total……. se ela decide dormir nos pés da cama/sofa em q tem alguem… caso esse algum se mexa, ria, balance ela rosca… late e chega a ameaçar mordiscar……….
Brócolis diz (17:06):
*e o fato dela se impor ainda q seja diminuta é legal…. mas basta um dos maiores ficar irritado e dar uma latida mais forte q ela lembra da mortalidade
Publicado em Instant Messaging | Tags:Brócolis, Cachorro, Depressão, Messenger, MSN, Relatividade, Tempo
Eu NÃO SUPORTO quem não sabe usar a palavra literalmente.
“Literalmente” não é um advérbio de intensidade, é um advérbio de modo.
Publicado em Can't Stand | Tags:Burrice, Ignorância, Literalmente, Não Suporto, Português
Estava eu conversando amistosamente com um vegetal amigo meu sobre “relacionamentos fadados ao fracasso”, quando surgiu essa pérola do Instant Messaging. Não poderia deixar de compartilhar.
Repollo diz (11:11):
*O fim não é necessariamente um fracasso
*Rá
Brócolis diz (11:11):
*existem “COISAS” q devem permanecer na escuridão
*a luz do dia pode ser fatal
*umh………. elabore
Repollo diz (11:12):
*Ué.. uma relação não é fracassada simplesmente por ter terminado. As pessoas envolvidas cresceram, aprenderam, aproveitaram.
Não sempre, claro, e aí sim seria um fracasso…
Repollo diz (11:13):
*Mas isso tudo hipoteticamente falando
Repollo disse (11:16):
*Acabaram as tuas opiniões sobre o assunto?
Repollo disse (11:17):
*Ou preferiste ficar quieto para evitar externar uma opinião que tu achas que poderia me deixar chateado? (hun)
Repollo disse (11:20):
*Ok, acho que tu só te ausentaste da frente do computador
*O que não deixa de ser estranho, já que normalmente pões um “brb”
Repollo disse (11:21):
*Percebeste que estou falando corretamente?
*Um problema que tenho quando estou conversando no msn
Repollo disse (11:22):
*É que quando a pessoa demora demais pra responder, eu continuo falando e fazendo perguntas, dando margem para que meu interlocutor não responda à pergunta que eu fiz lá em cima, ou seja, fico sem saber a principal resposta que eu queria saber.
Repollo disse (11:24):
*Ou então eu começo a levantar possibilidades sobre qual seria a resposta do meu interlocutor, o que acaba por dar a deixa para que o interlocutor não dê a resposta verdadeira, e sim uma que eu “sugeri”, por saber que eu acreditaria naquela resposta.
Repollo disse (11:25):
*Por exemplo: “onde foste? Estás me ignorando? Ou só foi beber água?” 2 horas e meia depois, chega a resposta “Eu tinha ido beber água”.
*E acho que não é uma boa eu contar as minhas fraquezas-em-uma-conversa-de-msn DURANTE uma conversa de msn. (hum)
Repollo disse (11:27):
*Tu deves ter ido almoçar (viu? fiz de novo)
*Mas acho uma baita sacanagem tu dizer “elabore” e sair pra almoçar em seguida _.o
*Tá, nem acho (:\)
Repollo disse (11:28):
*Tenho a impressão de que quando voltares e leres tudo, darás boas risadas.
Publicado em Instant Messaging | Tags:Fraquezas, IM, Instant Messenger, Monólogo, MSN, Relacionamento
Segue a segunda parte da trilogia de contos transcritos do Fictício:
Sobre quando utilizar o futuro-do-pretérito
Naquela noite, foi como se o seu cérebro não tivesse suportado o bombear do sangue jorrado pelo coração batendo mais forte. Deu curto-circuito, as conexões entre os neurônios se desfizeram, os olhos ficaram fixos e o vocabulário limitado, enquanto a baba escorria asquerosa pelo canto da boca. Bom, é bem possível que o vinho tenha auxiliado um pouco no processo.
Nem a punhalada que sentiu em certo momento pareceu ter posto em ordem os seus devaneios, ou sincronizado os pensamentos com os sentimentos. Pelo contrário, fê-lo perder ainda mais o juízo, fê-lo declarar o amor que não podia, que não queria sentir. Como da primeira vez, a dor que mais lhe doeu, a punhalada que o tirou – ainda mais – da razão, foi novamente a recusa a outra proposta estúpida, ainda que sumariamente inocente. Ele queria apenas guardar uma mão entre as suas… E depois o braço, as pernas, toda ela, e guardá-la toda no bolso, para poder retirá-la e admirá-la sempre que estivesse triste ou com saudade. Claro, ele deveria saber que isso não era possível, mas, bem, ele já havia perdido a razão.
Vinte e quatro horas se passaram para que ele recobrasse seus sentidos. Neste meio-tempo, passou-se tanta coisa na sua cabeça que seria tão impossível entender quanto o é descrever. Pensou em um novo fim, um novo começo, futuro, passado e presente, sentiu a culpa pela traição – ainda que apenas na intenção – dos seus princípios. Ele não comeu, não falou, não dormiu, não experimentou qualquer outro sentimento além daqueles que lhe haviam tirado o juízo; ele apenas pensou. Mas o tempo tudo cura, e desta vez não seria diferente.
…
Acordou. Olhando para o teto, repassou o sonho todo, cada emoção, cada dor, cada palavra presenteada e cada palavra desferida. Não sabia dizer se o alegrava ou entristecia o fato de nunca ter conhecido aquela mulher. Sabia que se apaixonara por alguém que vira num sonho, porém, como todo sonho, amanhã ele não lembraria mais. Talvez, alguns anos no futuro, ao cruzar pela rua com rostos desconhecidos, um deles lhe causasse um déjà-vu, e ele poderia então começar uma nova história, de duas pessoas completamente diferentes daquelas que habitavam seu sonho, e que ali se conheciam. Talvez.
Publicado em Contos | Tags:Conto, Fidelidade, Romance, Saudade, Transcrição, Vinho
Fictício, o repolho, com certa frequência incorpora (invegeta?) em mim, e me faço portador da sua palavra. É complicado, porque ele fala meio enrolado, e é difícil compreender o que ele diz. Além disso, ainda é preciso compreender o que ele quis dizer.
De qualquer maneira, estou transcrevendo uma trilogia de contos que ele me ditou. Até que não estão ruins, para um repolho. Claro, depois de transcrito, traduzido, e algumas alterações, mas enfim, a ideia primordial está mantida. Ainda não terminei de transcrever o terceiro conto, portanto vou postar em partes. Segue a primeira.
Sobre quando utilizar o pretérito-mais-que-perfeito
Ele chegou e pediu uma taça de vinho. Estava nervoso, bastante nervoso.
Ele sempre foi um cara de princípios; criado somente com a mãe e a irmã, aprendeu a valorizar as mulheres, e aprendeu que sinceridade é elemento fundamental em qualquer relação. Em verdade, a sua sinceridade era tão cortante que por vezes lhe trazia problemas, e a sua inocência também não ajudava. Chegou a mostrar à namorada, em tempos em que estavam ainda se conhecendo, as músicas que compora para a ex, as músicas que ele já não era capaz de compor para a nova, e foi sincero quando disse que as exibia porque tinha orgulho de suas criações, que, para si, já não eram mais a prova de uma paixão antiga, mas um pedaço de si em forma lírica. Mais tarde, ao ser encoleirado, teve que enclausurar as canções no esquecimento de uma caixinha verde no fundo do armário.
Ele sempre pensou, também, que fidelidade não significa, necessariamente, estar com uma pessoa só; significa simplesmente não fazer o que o outro espera que você não faça. No entanto, nunca teve mesmo qualquer intenção de se encontrar com outra enquanto já estava em relacionamento com uma. Ou melhor, nunca tivera, até um mês atrás.
A sua história com essa garota vinha de longa data. A conhecera em uma de suas viagens pelo país, há mais de três anos. E o problema de viajar pelo país é que as pessoas que você conhece moram longe. Tiveram, então, um rápido romance, que, após cada um retornar para sua casa, não suportou por muito tempo a distância. Ele soube, então, poucos meses depois, que ela havia encontrado um rapaz capaz de suprir a sua carência afetiva e de lhe acompanhar nas suas viagens tão frequentes; foram passar um tempo na Europa. Ainda assim, lhe foi difícil apagar a lembrança daquela menina, que despertara nele tantos sentimentos intensos, que transbordaram do seu peito em forma lírica (vide “canções”, acima). Mais de ano se passou até que ele encontrasse outra que pudesse lhe trazer algum conforto, e, nesta outra, engatou-se na tentativa de reparar de vez seu coração ainda devastado. É esta que, ainda hoje, lhe estende a mão ao cafuné nos momentos de aflição, e que lhe faz amenizar a agonia do dia vivido neste mundo dolorido ao abraçá-lo calorosamente, todas as noites.
Bebeu outro gole de vinho, repassando mentalmente o que acontecera no último mês. Soube, através de um amigo em comum, que esta garota, sua ex, com a qual já não conversava há mais de dois anos, estava agora novamente solteira, e estaria na cidade em breve, visitando amigos. Soube ainda que ela estava novamente a caminho do velho continente, para onde iria pouco após sua visita, com a intenção de passar um ano. Ao ouvir a notícia, sentiu seu coração parar por um instante, para em seguida acelerar como nunca. Percebeu que todas as noites bem-dormidas ao lado da nova namorada não o fizeram esquecer o sentimento guardado pela antiga, e isto lhe afligiu.
Recorreu, então, à internet, esta mágica ferramenta capaz de aproximar dois indivíduos somente para fazê-los sofrer por não se poderem tocar, e tornou a conversar com a garota. Viu ali renascer o seu eu esquecido, viu que, com ela, ele voltava a ser o mesmo de antes, alguém de quem ele gostava mais do que seu eu de agora. Ele podia novamente compor canções e escrever poemas, ele tinha a habilidade de fazer os outros rirem. E os dois, então, trocaram galanteios, pois lembraram-se do tempo em que estavam juntos, e sentiram saudade.
A confusão fez casa na mente do pobre rapaz. Ele já não sabia o que sentia, o que queria. Um romance impossível, porém que lhe trazia à tona sua alegria escondida? Ou um romance fortalecido pelo tempo e que lhe trazia conforto? Ele queria ambos. Porém como desejar alguém que mora longe, e que pretende morar mais longe ainda, quando já se sabe o resultado da equação “garota + distância”? E como negar a si mesmo a oportunidade de libertar sua capacidade criativa através da alegria do reencontro de um grande amor?
“Era tudo tão mais fácil quando eu julgava não haver mais esperanças”, pensou ele, com a taça já pelo fim. Finda a relação, há três anos, ele alimentava uma certa esperança de que seus caminhos se cruzassem novamente noutra oportunidade. Contudo, com o passar do tempo e a notícia do novo amor da garota, ele conformou-se com a história, para si mesmo inventada, de que havia sido trocado pelo outro, este sim, grande amor da vida dela, com quem se casaria, teria filhos e passaria o resto dos seus dias. Preferiu pensar assim, pois foi desta maneira que ele conseguiu seguir em frente e esquecer a dor. Agora, o seu mundo havia ruído, e os caminhos realmente se cruzaram novamente, porém não no momento adequado, e isto lhe trouxe a dúvida: valia a pena deixar de lado seus princípios mais enraizados em troca de um momento de explosão de felicidade, da busca de si mesmo?
Ela adentrou o restaurante, ele ficou estático. Mirou-lhe os olhos, o cabelo, o pescoço, o sorriso, e já não pensava mais com a razão, mas com a emoção. “Três anos. O tempo só lhe fez bem.” Chamou o garçom: “mais duas taças, por favor”. E deixou o barco correr, para ver onde ia dar.
Publicado em Contos | Tags:Conto, Fidelidade, Romance, Saudade, Transcrição, Vinho
Outra sujeirão para nome de blog:
Nome: Engarrafamento para marginal
Arte: No meio de uma avenida, uma garrafa de tamanho desproporcional, caída. Dentro dela, um homem sujo e emporcalhado, deitado e bebendo. Ao fundo, uma multidão de carros parados com motoristas buzinando enfurecidos.
Era essa a piada.
Publicado em Sujeirões | Tags:Blog, Engarrafamento, Ideias, Marginal, Sugestões, Utilidades
Às vezes estou cá eu pensativo quando me bate um lampejo, uma ideia bacana. Geralmente não é pra nada útil.
Desta vez me surgiram algumas ideias para nomes de blog. Eu poderia utilizá-las? Poderia. Não o faço por IV motivos:
1 – Não faria sentido criar um blog só porque pensei num nome babaca bacana. Já tenho blogs suficientes com os quais me preocupar.
2 – Na hora que eu pensei eles podem ser legais. Amanhã eu olho e penso “que porcaria de nome”.
3 – Os outros olham e, na mesma hora, pensam “que porcaria de nome” (pra eufemisar).
4 – Alguns ficariam bons apenas com uma boa arte, e eu mal sei usar paint, quanto mais fazer uma arte legal no photoshop ou algum outro programa do gênero.
Assim, fica a sujeirão aí, pra quem quiser usar, podendo ficar à vontade, se sentir em casa, emporcalhar o tapete et cetera.
Pois, como eu dizia, e vou falar assim, pausadamente, para que um ritmo frenético neste blog não assuste a ninguém – principalmente a mim -, hoje surgiu-me mais uma ideia para nome de blog, a qual dejeto cá para vosso deleite:
Nome: Tatu do bem
Endereço: www.tatudobem.qqcoisa
Arte: Um tatu (
) de óculos escuros estilo Patropi, touca rasta e fazendo o sinal de paz e amor.
Bah. Que porcaria de nome.