Pessoas que, mesmo sabendo falar inglês, pronunciam errado só por, sei lá, preguiça de falar certo.
Tipo falar “maneiger” quando o certo seria “ménaeger” ou “teiblés” para “teiboulés“, e coisas assim.
Mas é que eu sou chato mesmo.
Pessoas que, mesmo sabendo falar inglês, pronunciam errado só por, sei lá, preguiça de falar certo.
Tipo falar “maneiger” quando o certo seria “ménaeger” ou “teiblés” para “teiboulés“, e coisas assim.
Mas é que eu sou chato mesmo.
Publicado em Can't Stand | Tags:Chatice, Ignorância, Inglês, Pronúncia
Consegui, finalmente, transcrever a última parte da Trilogia dos Tempos Verbais, que me foi passada pelo Repolho Fictício. Ele recorda que este foi um texto premiado em grandes festivais no mundo todo.
Sobre quando utilizar o futuro do subjuntivo.
Era uma festa “anos 80″, ali, dois anos à direita do seu vídeo. Uma banda que ele já conhecia bem, e ela estava curtindo.
Buscou o último par de cervejas antes de encerrar a dose-dupla do bar. No caminho de volta, viu-a de costas, e, sonhando ser ela, empalideceu. Mas manteve a compostura. Juntou-se ao seu amigo num canto do bar, de onde tinha, estrategicamente, uma visão privilegiada do ambiente. Dali, pôde confirmar a identidade dela. Varreu-a com o olhar a fim de tentar lembrar por que era mesmo que ele havia abdicado de vê-la e conversar com ela. Observou as mãos, livres de qualquer prata ou ouro; os cabelos, longos e cacheados, bailando ao som de “Livin’ on a prayer”; o sorriso largo de quem não vê o mundo feio e hipócrita ao seu redor; o pescoço à mostra, que lhe trazia à mente ideias lascivas. Observou as bochechas, já coradas, e riu: a esquerda era levemente maior que a direita. Lembrou de quando… não, não lembrou nada. Fez um gesto de quem afasta a fumaça de um cigarro aromático, sem saber se o cheiro é bom ou ruim. E o que ele lembrou, então, foi de que ele não a conhecia. Ainda.
Aproximou-se da pista, mirando-a enquanto ela dançava despreocupada. Ela, ao vê-lo, parou por alguns segundos. Longos segundos, efêmeros segundos, quando os olhares se cruzaram e o sangue bombeado com mais força fez o tempo correr mais vadio, mais arrastado. Fúlgidos segundos. Ela desviou o olhar e continuou a dançar. Ele fingiu que nem deu bola. Rápidas trocas de olhares se seguiram, e ele notava aqueles olhos de amêndoa penetrando fundo o olhar dele e esquecia de tudo. Quando percebeu, ela não só correspondia aos olhares, mas sorria.
Resolveu se aproximar. Antes que ela pudesse falar qualquer coisa ou esboçasse qualquer gesto, ele irrompeu fazendo sequência ao teatrinho por ele mesmo imposto.
- Boa noite, posso te pagar uma cerveja?
Ela abriu um sorriso do tamanho do mundo.
- Estou no whisky, obrigada. – levantou o copo, como que o exibindo.
- Sotaque bonito. É de onde?
- França, chérie. – falou e riu. O brilho no olhar denunciava que aquele encontro era tudo o que ela queria.
Ele percebeu que ela furtivamente observou a mão dele, e sentiu qualquer coisa ao ver somente o copo de cerveja. Sentiu, mas dissimulou.
- E o que fazes por aqui?
- Então, não me deixaram ficar na Europa pra sempre, né? E aqui é o único lugar onde eu posso usar meus casacos pesadíssimos enquanto tem sol na rua. Amo isso! – enfatizou o “amo”. Pausou e completou: – Achei que seria um bom lugar pra morar.
Longamente, ele a mirou e a admirou, enquanto ela apenas sorria e observava a reação dele. Notadamente, o rapaz fingiu indiferença, enquanto levava um sorriso no canto da boca. Enveredaram, a seguir, por outros temas, outras risadas e outras trocas de olhares, em meio a mútuas indiretas libidinosas. Mas ele achou prudente que tudo caminhasse lentamente, afinal, não havia motivo para pressa.
Naquela noite, novamente pela primeira vez, ele não haveria de conseguir dormir, por causa dela. No fundo do salão, o amigo, acompanhado apenas de um resto de cerveja quente, olhava a cena e ria, enquanto confabulava consigo: “lá vamos nós de novo…”.
Dorothy cresceu na pacata e distante cidade de Camaquã. Migrou para a cidade grande em busca de Oroz, o mago da computação ubíqua – e do dinheiro, claro.
Chegando na cidade grande, percebeu que era grande a trilha que levava a Oroz; era uma trilha grande e dourada. Chegou a pensar em parar no meio do caminho, juntar uns paralelepípedos e voltar pra casa, mas desistiu logo – eram puro ouro de tolo.
Dorothy seguiu seu caminho e logo começou a ganhar dinheiro na computação ubíqua. E então conheceu seus companheiros de jornada: Alex, Panthro e Phil.
Alex queria chamar Dorothy pra sair, mas não tinha coragem. Achava Dorothy gostosa demais para o seu caminhãozinho. Panthro, programador frio, 27 anos, casado – pela quarta vez -, atormentava Alex o tempo todo pela falta de jeito do rapaz.
Phil foi o último a se juntar ao time. Apaixonado pela computação ubíqua, largou um emprego mais rentável e passou a se alimentar de palha para poder trabalhar junto a Oroz. Mas antes disso, Phil já sabia quem era Dorothy: os corvos, seus amigos, já lhe haviam comentado sobre a “gostosa camaquense que desenha bonequinhos”.
Assim Dorothy fez amigos, renome e fortuna. Ok, nem tanta fortuna, mas era um bom dinheiro. E agora Dorothy não dormia mais de lado, pois temia bater os calcanhares.
Publicado em Contos | Tags:Calcanhares, Conto, Dorothy, Espantalho, Homem de Lata, Leão, Mágico de Oz, Sonhos
“- A sua tia é gorda e fofoqueira!
- Ela te contou alguma coisa?
- Como assim?
- Ué… por que você chamou ela de fofoqueira?
- Eu não chamei de fofoqueira!
- Mas você acabou de diz…
- EU SEI O QUE EU FALO!!“
É, sabe sim, campeão. Eu nem discuto, só balanço a cabeça em tom reprovador.
Publicado em Can't Stand | Tags:Burrice, Irritante, Teimosia
Tá virando o blog do mimimi do Prof. Pasquale.
Mas sério, esteticamente muito feio encher uma frase de exclamações e/ou de interrogações. E não tem motivo, existem mil maneiras melhores de se expressar!!!!
Vocês não acham?!?!?!?
Publicado em Can't Stand | Tags:Burrice, Exclamação, Ignorância, Interrogação, Mimimi, Pasquale, Pontuação, Português
Cara, tá na dúvida? Não usa! Agora, botar crase em tudo quanto é “a”, não dá pra querer.
À que se ter paciência.
Publicado em Can't Stand | Tags:Acentos, Burrice, Crase, Ignorância, Português
Vai dizer, não estou louco não, né? Também achei semelhanças entre a intro de “Não é proibido” (Marisa Monte) e “Blister in the sun” (Neuvelle Vague)…
Não é Proibido – Marisa Monte
Blister in the sun – Nouvelle Vague
Publicado em Oi, morri | Tags:Intro, Marisa Monte, Música, Nouvelle Vague, Semelhança, Vídeo
Eu NÃO SUPORTO esse tipo de erro.
Você não lê o que escreve? Qual o sentido de escrever “ainda sim“? Escreva “ainda assim” e perceba que agora tudo faz sentido!
Publicado em Can't Stand | Tags:Burrice, Erro, Ignorância, Português, Sentido
Estava eu ouvindo rádio quando começa um reggae maneiro… tá tocando a introdução, e me dá um estalo! “Peraí, eu conheço esse batuque!”
Vai dizer que só eu percebi a semelhança entre a intro de “Help is coming” (Ayo) e “Música Urbana” (Capital Inicial)?!
Help is coming:
Música Urbana: