Às vezes dá um negócio no peito que eu penso que é meu coração se esvaindo, murchando, ou enchendo, ou quebrando amiúde, ou algo assim, já não sei mais o que acontece nesses momentos em que a gente se sente emocionalmente perdido. É tal qual um aperto, uma queimação, uma dor que brota no âmago mais íntimo (pleonasmo, sim, mas não é bonita essa palavra, âmago?) e, sem alarde, desperta ao mundo numa lágrima tímida e solitária, que carrega o fardo dessa sensação desagradável; uma sensação que ora se esvai, ora vê-se presa por horas naquela ínfima lágrima que insiste em não cair para deixar tranquilo o peito inquieto.
Mas também pode ser que seja uma azia; culpa do pimentão.
Publicado por: Repolho | Fevereiro 12, 2011